A arte de se mapear/se reorganizar

“Um dos defeitos mais graves do Eu como gestor psíquico é a dificuldade de se mapear. Primeiro, nos interiorizamos; segundo, nos observamos e terceiro, nos mapeamos. A arte de se mapear é um passo além da arte de se observar. Observar-se é perceber-se de maneira genérica, mas mapear é se perceber de maneira específica, é enumerar e esquadrinhar nossos conflitos para se reconstruir. É um processo terapêutico, mas pode ser exercido educacionalmente não para nos tratar, mas para organizar nossa história.

Mapear-se é entrar em contato com a nossa realidade sem máscaras e disfarces. Você entra em contato com a sua realidade? Um Eu que não tem coragem de se mapear detalhadamente carregará por toda a sua história seus traumas. Sabe aquelas pessoas que nunca mudam a dinâmica da sua ansiedade, fobias, egocentrismo, pessimismo ou timidez? Não é porque suas mentem não sejam complexas e não tenha potencial para reconstruírem sua história, mas sim porque, entre outros instrumentos de navegação, o Eu delas não aprendeu a se mapear de maneira aberta e transparente.

Sem a arte de se mapear não é possível superar a necessidade neurótica de ser perfeito, reescrever seus “ganchos emocionais” fracos e os positivos que estruturam a personalidade. Lembrem-se que toda construção tem suas vigas e pilares de sustentação, o mesmo ocorre com a personalidade. Sem mapear estas janelas, não temos como nos reorganizar e reciclar os pilares que estruturam nossas mentes. Quanto mais o Eu tiver dificuldades de checar suas zonas de conflito, mais o tratamento psicoterapêutico poderá se prolongar. Sem “mapa” nós nos perdemos até em nossas mentes.

Você pode incorporar milhões de dados sobre física ou matemática e continuar a ser o mesmo depois de toda esta trajetória, mas se penetrar em si mesmo, se observar continuamente e se mapear de maneira crua e transparente, ainda que não com a eficiência de um excelente terapeuta, nunca mais será o mesmo. Terá subsídios para pensar em outras possibilidades e reeditar sua história, mapear-se gera projetos de mudança, mas um conhecimento superficial gera desejos fugazes, sem sustentabilidade

Texto extraído do livro: “ A fascinante construção do Eu” – Augusto Cury.

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