A origem do erro!

Você pode fazer uma dezena de coisas boas, talvez seja lembrado por uma ou duas, experimente fazer apenas uma ruim. Todo mundo vai saber e jamais será esquecido! Conheço muita gente que passa pela vida displicentemente sem se importar com os seus erros. Para eles, tudo está bom e costumam sempre dizer: quem quiser gostar de mim tem que ser assim, me aceitar como sou. Usam sempre o clichê de consolo, “errar é humano”, e quem não erra? Nas conversas exaltam que a vida tem que ser vivida de forma natural, sem preocupação com o resultado.

O importante é viver! Todo cara certinho é um chato e é um “saco” ter que conviver com gente que não erra. Empresa que critica erro então, nem pensar, tô fora! Não foram poucas as vezes que escutei essas frases. Dias atrás eu estava conversando com o diretor de uma empresa e ele estava preocupado com a quantidade de erros que seus funcionários estavam cometendo. Dizia que havia investido um bom dinheiro em treinamento, orientação para o trabalho, mas que o retorno ainda estava aquém da sua expectativa. Sua fama de centralizador estava nos corredores da empresa, mas toda vez que permitia maior participação nas decisões e abria a delegação para os seus subordinados se surpreendia com o aumento da quantidade de erros descobertos. Delegava e sempre morria de medo depois.

Numa ocasião chegou a perder um dos seus melhores clientes por uma decisão equivocada de um funcionário, e a posição do cliente insatisfeito foi clara – só volto a trabalhar com você se demitir esse sujeito! Noutro momento, houve uma mudança no cálculo do imposto e tivemos o cuidado de alertar antecipadamente os envolvidos com o assunto, mas ainda assim, desatentamente um funcionário errou e perdemos um bom dinheiro. O pior é que ao interrogá-lo fomos recebidos naturalmente como se aquilo fosse algo normal. Há um ano tivemos a recomendação de um consultor para que eu revisse o processo de seleção, segundo ele, poderíamos estar escolhendo o candidato fora do perfil da atividade, ou então com comportamento inadequado, tomamos o cuidado de atender às recomendações, aumentamos a carga de treinamento e contratamos uma psicóloga para nos apoiar na seleção, ainda assim, pouco mudou. A verdade é que essa situação do erro tem incomodado muita gente, mas o pior ainda é a forma como as pessoas enfrentam o erro. Não há como negar que no universo corporativo, na busca contínua por melhores resultados, os gestores estão cada vez mais intolerantes com os erros, e essa questão acaba agravando o problema, e quando eles não aceitam seus próprios erros, isso pode significar maior resistência em aceitar as dificuldades dos outros. Vivemos num mundo altamente competitivo onde a diferença entre o fracasso e o sucesso está na melhor decisão que envolve duas questões conflitantes – tempo e assertividade – menos tempo para pensar, para fazer, pode ser menor acerto. A diferença entre o fazer certo e o erro é muito mais complexa do que imaginamos, ela pode estar ligada no comportamento do dono, no seu temperamento, na sua postura, seu rigor ou permissividade. Ela é sentida por todos, mas não é palpável. É a face oculta do proprietário. Toda empresa, salvo as que depois passaram por transformações, construíram a sua cultura tendo como referencia as características do seu fundador, que através dos seus exemplos e atitudes e de suas ordens foi definindo modos de agir dando origem aos procedimentos. Na vida pessoal ou na corporativa nada vem do nada, sempre haverá uma razão do existir!

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