As mudanças nos processos de recrutamento e seleção

As mudanças nos processos de recrutamento e seleção

Patrícia Bispo entrevista Mário Kapha

Se  as empresas passam por mudanças, os procedimentos organizacionais também se veem diante da necessidade de acompanhar as inovações. Os processos de Recrutamento e Seleção não fogem à regra, afinal cabe-lhe a responsabilidade de captar novos talentos que tragam o diferencial e superem as expectativas do negócio. Dentro desse contexto, a tecnologia possui um papel relevante, uma vez que facilita a localização de profissionais que se enquadrem à cultura corporativa e as chances de uma contratação assertiva aumentem consideravelmente.
Mas, o que pensam os profissionais de R&S? Por que as redes sociais tronaram-se aliados das seleções? Para responder essas e outras questões, o RH.com.br convidou Mário Kaphan, sócio-fundador da Vagas Tecnologia. O crescimento econômico do Brasil trouxe mudanças significativas para as empresas, diz o especialista em Recrutamento e Seleção. “Isso, por sua vez, vem fazendo com que as organizações invistam cada vez mais na imagem que elas carregam em suas marcas como empresas boas de trabalhar, aumentando assim a chance de serem as escolhidas pelos profissionais mais disputados no mercado”, enfatiza. Durante a entrevista, ele menciona ainda o quê os selecionadores esperam das empresas e em que momento deve-se recorrer às consultorias externas, para captar novos talentos. Boa leitura!

RH.com.br – O cenário organizacional vivencia constantes transformações. Consequentemente, isso traz inovação em todas as esferas corporativas. Quais são as principais mudanças evidenciadas na área de R&S?

Mário Kaphan – Do ponto de vista da tecnologia, existem algumas mudanças anunciadas. Entre elas, destacamos o avanço da tecnologia para estar cada vez mais inserida no contexto de Recursos Humanos, adaptando-se às premissas do profissional de Recrutamento e Seleção e não exigindo que esse profissional adapte-se à tecnologia. Outro destaque é o desafio da tecnologia em buscar cada vez mais assertivamente o candidato certo para as empresas em um cenário de busca bastante acirrada aos talentos do mercado, visto os baixos níveis de desemprego.

RH – Essas mudanças sempre apresentaram um lado positivo ou algo se tornou fator de preocupação para quem atua na captação de talentos?
Mário Kaphan – Sem dúvida alguma é positivo, pois obriga as empresas que prestam serviço para o mercado de Recursos Humanos a inovarem seus sistemas, diversificarem seus produtos e buscarem constantemente novas tecnologias.

RH – O mercado brasileiro soube adaptar-se a essas mudanças, seja da parte de quem oferece ou procura oportunidades?
Mário Kaphan – O mercado brasileiro vem se desenvolvendo rapidamente. Visto às necessidades do mercado e o baixo nível de desemprego, as empresas têm mostrando boas evoluções no desenvolvimento de novos serviços e produtos para atender às mais diferentes demandas. Atualmente não basta ter boas ferramentas para encontrar os talentos do mercado, mas principalmente fornecer dados e condições para que os talentos escolham, dentre muitas opções, a sua empresa para trabalhar – Employer Branding.

RH – Atualmente, quais os principais fatores que interferem positivamente na área de R&S?
Mário Kaphan – Muitos são os fatores que interferem no sucesso da área de Recrutamento e Seleção. Dentre eles, destacamos a imagem da empresa como um bom empregador, o que cada vez é mais importante em um cenário onde os talentos tem o poder de escolha. Outro destaque é a importância da tecnologia para a assertividade dos processos de análise e seleção de candidatos diante de grandes volumes de candidaturas em processos seletivos conduzidos pela internet.

RH – Sua atuação na captação de talentos para grandes empresas é expressiva. Quando uma empresa o convida para auxiliar na captar talentos e exige imediatismo, que considerações o senhor faz?
Mário Kaphan – A VAGAS tem um enorme poder de comunicação junto aos candidatos. O Site vagas.com.br, com uma audiência diária média de cerca de 500 mil acessos, é um dos principais pontos de contato entre oportunidades de trabalho com milhares de candidatos de diversos setores e nível hierárquico de todo o Brasil. A empresa também conta com sua expressiva presença nas redes sociais como, por exemplo, Twitter, Facebook e, principalmente, LinkedIn. Esses canais são bastante úteis para dar rápida visibilidade aos processos seletivos de nossos clientes, o que garante frequência, cobertura e segmentação na comunicação das oportunidades. Esse imediatismo, portanto, terá boa cobertura pelas ferramentas de comunicação da VAGAS. O que nossa empresa coloca como consideração principal para qualquer processo seletivo de nossos clientes é ter informações mais completas possíveis sobre a vaga, para que os candidatos tenham condições de avaliar e decidir com clareza sua opção de participar do processo. Igualmente importante é o relacionamento da equipe de Recrutamento e Seleção com os candidatos durante o processo seletivo – como fornecer feedbacks. Para incentivar as empresas a melhorar cada vez mais esse relacionamento a criamos o prêmio VAGAS 10+, uma avaliação dos próprios candidatos em relação à qualidade do anúncio das vagas e o relacionamento das empresas durante o processo seletivo.

RH – O que as empresas esperam do profissional que atua na área de Recrutamento e Seleção?
Mário Kaphan – Que encontrem e selecionem as pessoas certas para suas empresas. Para a contratação ser sustentável, não basta o profissional selecionado ter as qualificações necessárias para exercer a função na empresa, mas também compartilhar da mesma cultura e valores da empresa contratante.

RH – E o que os selecionadores esperam das organizações em que atuam?
Mário Kaphan – Os selecionadores esperam maior clareza e objetividade sobre as pessoas que a empresa precisa para seu negócio, bem como da cultura e dos valores corporativos a serem considerados no processo.

RH – Em sua opinião, em que casos o senhor aconselha as empresas firmarem parcerias com consultorias externas para a realização de processos seletivos?
Mário Kaphan – Em várias ocasiões, mas principalmente quando elas precisam contratar rápido, quando se tratam de processos seletivos não muito frequentes na empresa e, portanto, a chance de sucesso em uma contratação sem auxílio externo é menor e, finalmente, quando a empresa não conta com uma estrutura humana voltada para o recrutamento e seleção.

RH – Fala-se muito em apagão de talentos. O senhor concorda que o Brasil está com mão de obra escassa?
Mário Kaphan – Em alguns setores da economia acredito que exista uma demanda de profissionais qualificados maior do que a oferta no Brasil, o que acirra em muito a disputa entre estes profissionais. De maneira geral, com o crescimento econômico brasileiro dos últimos anos, as empresas expandiram suas operações investindo no capital humano e o desemprego caiu em quase todos os setores. Esta queda fez com que o poder de escolha se transferisse das mãos das empresas, para os talentos do mercado. Este cenário vem fazendo com que as empresas invistam cada vez mais na imagem que elas carregam em suas marcas como empresas boas de trabalhar, aumentando assim a chance de serem “as escolhidas” pelos profissionais mais disputados no mercado.

RH – O senhor é a favor dos processos de seleção interno?
Mário Kaphan – Sim, principalmente quando o colaborador compartilha dos mesmos valores da empresa. Este incentivo estimula o profissional, pois possibilita expandir sua experiência em outras áreas de atuação. Também é muito benéfico para a empresa, porque além economizar tempo e investimentos na captação e treinamento de novos profissionais, conta com a experiência previa do colaborador interno conhecendo a empresa e suas particularidades.

 

HR Hunter, Consultoria de Recursos Humanos do Rio de Janeiro, tem como expertise: Recrutamento e Seleção, Treinamento Comportamental, Plano de Cargos e Salários, Pesquisa de Clima e Coaching.