Liderança Sistêmica – O Desafio das Organizações – Parte I

Liderança Sistêmica – O Desafio das Organizações – Parte I

Liderança é uma variável crítica para definir o sucesso ou o fracasso das organizações. O tema é complexo e instigante, por isso, alvo de inúmeros estudos, pesquisas e “receitas” por parte daqueles que buscam compreende lo e traduzi lo por meio de comportamentos e atitudes. De nada adianta caracterizarmos os líderes como se fossem dotados de algo especial, “entes iluminados” diferenciados dos mortais comuns.

Embora os líderes superem os não líderes em diversas habilidades e competências consideradas universais, tais como – a capacidade de planejamento para criar visões de futuro e definir os caminhos para atingi las; aceitar e assumir responsabilidades e torná-las desafios; enfrentar problemas e tomar decisões; estabelecer processos eficazes de comunicação; tratar de questões técnicas e comportamentais de forma equilibrada e ter vontade de participar e não apenas observar – a concepção de que líderes são pessoas que possuem traços característicos é insuficiente e, portanto, não satisfatória.

 

Para uma visão mais apropriada do tema há que se levar em consideração as oportunidades efetivas de exercitar liderança; o interesse pessoal, o contexto, o grupo e suas necessidades subjacentes e emergentes, quer sejam situacionais ou mais perenes, bem como o objetivo envolvido. Ou seja, não é possível pensar em liderança de forma desvinculada de situações específicas. A partir dessas premissas, o tema liderança será aqui tratado do ponto de vista sistêmico, levando-se em conta suas conexões com outros pilares fundamentais da gestão dos negócios, sobretudo, a gestão das pessoas.

A abordagem sistêmica se configura com um paradigma que se contrapõe ao modo mecanicista, reducionista e atomista de conceber e de observar a realidade. É uma estrutura de referência conceitual alternativa à estrutura conceitual clássica ou pensamento analítico e se traduz, portanto, como um novo modo de pensar, necessário ao mundo atual que se apresenta extremamente complexo, mutável, interdependente, diverso e virtualmente conectado. O mecanicismo com ênfase exclusivamente tecnológico é responsável por fracassos em iniciativas de mudança empresarial. Já o raciocínio ou pensamento sistêmico enfatiza o entendimento do todo e não apenas das partes e considera mais as redes de relacionamentos em constante interação do que os objetos enquanto padrões abstratos. Dessa forma é possível ampliar o entendimento de contexto e melhorar a tomada de decisão.

Por isso, a abordagem sistêmica permite aos líderes serem melhores líderes e conduzirem suas empresas, negócios e equipes com maior abrangência, visto que terão oportunidade de considerarem inúmeras variáveis, seus impactos e os vários aspectos envolvidos nos processos de escolhas. Do conceito de hierarquia que permeia todo o pensamento analítico, a abordagem sistêmica avança para o conceito de interdependência e coordenação de coletividade de seres vivos que formam um grande organismo. Vai da causalidade linear para a circularidade. Ou seja, o pensamento sistêmico tende a buscar um entendimento integral da realidade por meio de fluxos circulares, em vez de apenas por meio de relações lineares de causa e efeito.

Sua busca essencial deve ser a do entendimento dos processos subjacentes que organizam um padrão, e que, por fim dão origem a uma estrutura materializada. A estrutura de um sistema complexo é o influenciador do funcionamento de seus processos. Além disso, são os processos fundamentais que estabelecem padrões de organização, e que acabam por se materializar em uma estrutura.

 

Texto retirado da Internet:Cecília Andrade – Parte I

 

 

HR Hunter, Consultoria de Recursos Humanos do Rio de Janeiro, tem como expertise: Recrutamento e Seleção, Treinamento Comportamental, Plano de Cargos e Salários, Pesquisa de Clima e Coaching.