Ensaio de liderança no BBB12

Há muito mais o que se ver entre o céu e a terra do que o Big Brother! Principalmente quando juntamos, na mesma mesa, intelectuais que demonizam o programa como algo desprezível, enquanto Bial tenta profetizá-lo como o maior desafio de convivência humana. Sendo ou não sendo um ou o outro, é possível lançar um olhar analítico sobre o prisma da liderança. Como explicar que apenas um tomará para si os milhões em jogo se ele não for suficientemente capaz de persuadir e fazer seus seguidores o conduzirem à vitória? Como afagar as carências dos seus adversários, solidarizar-se e compartilhar dos mesmos objetivos sem que eles percebam que estão lhe carregando sobre o andor em direção ao altar?

A questão é que seja nos negócios ou em um reality show, todos nós precisamos de um norte, de alguém que nos ouça e nos dê o caminho para a solução, principalmente quando estamos privados da liberdade com o direito de ir e vir restrito a uma área crivada por câmeras por todos os lados. Não fazer amigos significa livrar-se antecipadamente dessa tortura tão desejada de expor-se a milhões de pessoas. Ao contrário, fazer amigos significa ceder, servir para ser servido, dar para receber. Nessa pressão ou você encara ou pede para sair! Uns perdem o rumo rapidamente querendo fazer concessões na tentativa de agradar a todos; outros caem na pegadinha do programa e racham o grupo segurando firme a bandeira da turma do bem contra a turma do mal.

Existem também aqueles que acham que se bastam, que são suficientemente capazes para enfrentar sozinhos o desafio do eu contra todos. Essa história vem se repetindo a cada edição sem que o participante entenda que isso é um jogo, um jogo onde cada pedra do tabuleiro tem vida própria e pode mudar o resultado se não alcançar o melhor equilíbrio emocional.

Sempre ouvimos: aqui tudo é diferente, tudo se transforma, e claro que concordamos. Pessoas pensam, se emocionam, sentem raiva, ficam alegres e a cada instante tudo pode mudar. Mas e o líder, como fica nessa? O líder formidável, candidato ao prêmio, percebe, porque ele tem a capacidade de fazer a leitura do jogo para interpretar pessoas e adaptar-se ao meio.

Negociar é uma tarefa que está presente em qualquer situação, algumas mais tranquilas, sem grandes riscos e perdas, outras nem tanto. Porém, sempre vamos nos deparar com situações mais delicadas com possibilidades de trazer um alto nível de estresse. Saber controlar a emoção exige um exercício constante de liderar a si mesmo, de remover a tampa da panela que cobre nossos defeitos. Relacionamentos são construídos com base na franqueza, mas jamais ofereça todo apoio de uma só vez, faça isso passo a passo e vá garantindo a confiança do grupo.

Músculo e intimidação há tempos não fazem aliados, hoje eles só sobrevivem no ambiente truculento do crime, e ainda assim a traição por vezes os ameaça. Ninguém suporta receber ordens o tempo todo. Tomemos como exemplo o brother Rafa, que insistiu em usar suas técnicas ultrapassadas que aos poucos foram sendo percebidas até mesmo por aqueles que o apoiavam sem questionar. Quando a face não é bem acabada ela descola como máscara, se desloca, e deixa de cobrir as cicatrizes que estavam escondidas por detrás da força desautorizada. Rafa cometeu pecados capitais quando colocou seus interesses pessoais acima dos interesses da equipe. Mesmo na competição entre si por um mesmo objetivo o líder deve manter o compartilhamento com toda equipe até o último instante, sendo respeitado, reconhecido e aclamado pela vitória. Jamais deve perder o foco e abandonar a sua equipe para cuidar do seu interesse pessoal.
A argumentação para manter a equipe coesa e confiante tem que ser coerente. Por fim, arrogância e prêmio não combinam, portanto, demonizado ou profetizado é possível extrair de um reality show o que não deve e o que deve ser trabalhado para se ter uma liderança segura.

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