Mentiras do Bem

Não é preciso perguntar a si mesmo quantas vezes você mentiu para se salvar de uma situação constrangedora ou até mesmo para não perder um bom negócio.

Você não será pior por ter lançado mão desse artifício, e mais, do outro lado as pessoas estão sempre prontas para tirar da cartola o coelho do tamanho do seu interesse. Essa prática existe desde que o mundo é mundo e não vai acabar nunca. Existem mentiras e mentiras, aqui estamos falando da mentira do bem, aquela que não prejudica, aquela que tira você de uma situação difícil ou então coloca uma pitadinha de mel na vida. Quantas vezes o vovô e a vovó mentiram para o papai e a mamãe dizendo que você esteve ótimo naquela tarde mesmo depois de você ter aprontado? Disseram que você comeu toda a comida e na verdade foi um dia de chocolates e sorvetes!

E aquele brinquedo caro que o seu filho tanto deseja que é empurrado sempre para depois sob o argumento de que está saindo outro com uma tecnologia bem superior! Será que você nunca disse para um amigo doente, as vezes em situação grave, que o achava bem e que logo estariam comemorando a sua cura? Há poucos dias atrás fui com um amigo numa concessionária de automóveis para trocar o seu carro. Lá nos deparamos com os melhores carros usados da cidade, nenhum tinha defeito, em compensação o carro dele, diga-se de passagem, “criado a pão de ló”, estava precisando de muita coisa, a cada vista do vendedor ele conseguia colocar mais um defeito. Diante de um cenário desses, o que se deve fazer? Aceitar mesmo discordando e pagar pelo que não existe ou usar da mesma tática para tentar minimizar o estrago? Você pode até perguntar: Por que não deixar o vendedor falando sozinho e partir para uma nova agência? Só que em todas elas o discurso será o mesmo e o seu carro, com tantos defeitos, uma vez vendido, vai para a vitrine no mesmo dia como sendo o melhor. A oportunidade era boa e ele entendeu que devia insistir mais para fechar o negócio. Sua decisão após saber o preço mínimo do veículo que queria foi tentar aumentar o preço do seu carro. Nesse momento surge a mentirinha do bem. – Lá na concessionária tal me deram tanto pelo carro e surpreendentemente, aqui, exatamente no lugar onde eu comprei esse carro sob a fala de que eu teria sempre o melhor valor na hora da troca é quem me oferta menos!? – Quanto te deram na outra agência, perguntou o vendedor! X ele respondeu. Logo o vi tirar uma calculadora do bolso e fazer as contas. – Te dou tanto! Que era bem a mais do que a primeira oferta. Não, é pouco! Respondeu meu amigo, esboçando levantar-se
– Por quanto você pretende vender o seu carro? Tanto! respondeu meu amigo.

– Dou tanto! Os dois lados mentiam e no final ambos saíram satisfeitos com a negociação. Então, eu pergunto: Qual foi o mal causado por essa mentirinha do bem? Não será novidade depois desse artigo alguém questionar dizendo que estamos incentivando a mentira. Claro que não, não podemos nos desassociar do mundo real, é fato que as coisas acontecem assim. É preciso gerenciar a nossa vida de forma responsável sem prejuízo para ninguém. Cada situação vai determinar o grau de proteção e defesa que precisamos ter, e se alguma ação vier extrapolar o limite do bom senso, ela não deverá acontecer. No mundo dos negócios, sejam quais forem suas razões, do outro lado sempre haverá alguém precisando ganhar. E se o papo é afetivo, amenize, todos logo vão perceber que foi apenas uma mentirinha do bem!

Ubiratan Ferrari Bonino

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