Nelson Mandela: 8 Lições De Sabedoria

1 – Coragem não é ausência de medo Nenhum de nós nasce corajoso, diz Mandela. Tudo está na maneira como reagimos a diferentes situações.
Embora possa surpreender as pessoas que o conhecem apenas como um ícone, Stengel diz que Mandela contou ter tido medo diversas vezes: durante o julgamento de Rivonia, que o sentenciou à prisão perpétua, quando os carcereiros na Ilha Robben ameaçaram espancá-lo, quando era um fugitivo conhecido na imprensa como “Pimpinela Negro”, quando secretamente começou a negociar com o governo. Coragem não é ausência de medo, ele dizia. É aprender a superá-lo. Finja que você é corajoso e você se torna corajoso

2 – Seja ponderadoNo meio de situações turbulentas, Mandela é calmo e procura a calma nos outros. Um homem que foi seu companheiro de prisão durante os quase 30 anos em que ele esteve preso diz que só o viu bravo duas vezes – e ambas envolviam carcereiros insultando sua mulher.

Pensamos em temperamento como algo com o qual nascemos. Mas, no caso de Mandela, foi algo formado. Quando jovem, ele era cabeça quente e facilmente incitável à raiva. O homem que saiu da prisão era o oposto disso – quase impossível exaspera-lo. Ele esperava antes de tomar decisões. “Não se apresse”, ele dizia, “pense, analise, então aja”

3 – Lidere na frenteMandela liderou a Liga Jovem do CNA, o Congresso Nacional Africano, coordenou a Campanha do Desafio, em 1952, comandou a decisão de abraçar a luta armada e desafiou o governo a enforcá-lo no Julgamento de Rivonia, em 1963-1964, que o condenou à prisão perpétua. Na prisão, na década de 1980, foi dele a iniciativa de negociar com o governo branco.

“É absolutamente necessário, às vezes, o líder agir independentemente, sem consultar ninguém, e apresentar o que fez à organização”, ele diz. O que significa também ser responsável e assumir as consequências. Sua concepção é a de que líderes devem não apenas liderar, devem ser visto liderando

4 – Lidere na retaguardaMandela sabia que não há nada que faça outra pessoa gostar mais de você do que lhe pedir sua ajuda – quando você reconhece a opinião dos outros, aumenta a lealdade deles a você. Sabia que não podia estar sempre na frente e que seu objetivo poderia morrer, a menos que permitisse que outros liderassem.

Certa vez, usou uma parábola para explicar sua ideia de liderança: quando você está manejando um rebanho e quer que ele se mova para determinada direção, fica atrás com uma vara e deixa alguns dos animais mais inteligentes irem na frente, movendo-se na direção que você quer que eles se movam. O resto do rebanho segue os mais enérgicos que estão na frente, mas é você quem está realmente guiando lá de trás. É assim que um líder deve fazer o seu trabalho

5 – Represente o papel Quando Mandela era menino, seu pai cortou a própria calça de montaria e fez uma calça para que o filho tivesse o que vestir no primeito dia de aula. Ele estava determinado a fazer com que seu menino não parecesse um “nativo” incivilizado. Mandela aprendeu a lição. Ele sabia que, às vezes, a melhor forma de ajudar os outros a ver seu caráter é por meio da maneira como você se apresenta. As aparências importam e temos somente uma chance de causar a primeira impressão.

Assim como fingir que se é corajoso pode se tornar coragem real, podemos sentir que nos vestimos como a pessoa que queremos nos deixa mais próximos de nos tornarmos aquela pessoa.

E Mandela estava preocupado com as aparências em uma escala bem maior do que somente que tipo de terno estava vestindo. Ele conhecia o poder da imagem, muito antes da internet e das notícias 24 horas na TV a cabo. “As aparências constituem a realidade”, ele disse certa vez.

Em cada estágio da sua vida, Mandela decidiu quem ele queria ser e criou a aparência – e então a realidade – daquela pessoa. Tornou-se quem ele queria ser

6 – Tenha um princípio essencial – todo o resto é táticaNelson Mandela é um homem de princípios – exatamente um: direitos iguais para todos, independentemente de raça, classe ou gênero. Quase todo o resto é tática. Pragmatista, ele estava disposto a chegar a um acordo, mudar, adaptar e refinar sua estratégia, desde que isso levasse à derrocada do apartheid e a conquista de uma democracia não racial, com “uma pessoa, um voto”. Uma vez que tivesse atingido seu grande objetivo de trazer a democracia constitucional para a África do Sul, abraçaria seu corolário: conseguir a harmonia racial. Tudo o mais era subordinado a esses objetivos sobrepostos. Quando as condições mudam, você deve mudar sua estratégia e sua mente. Não é indecisão, é pragmatismo

7 – Veja o que há de bom nos outrosÉ extraordinário que um homem que foi maltratado a maior parte da sua vida possa ver tanto o que há de bom nos outros. Mandela começa com a suposição de que você está lidando com ele de boa fé. Acredita nisso, assim como fingir ser corajoso pode levar a atos de coragem real -, julgando que o que há de bom nas outras pessoas melhora as chances de que revelarão o melhor de si. Certa vez, Stengel perguntou-lhe sobre John Vorster, o presidente da África do Sul, simpatizante do nazismo, que endureceu o apartheid e se arrependeu do fato de Mandela e seus companheiros não terem sido executados. “Ele era um sujeito bem decente”, Mandela disse, com total sinceridade. “Em primeiro lugar, era muito educado”. Não é que ele não veja o lado sombrio de alguém como John Vorster; é que ele não está disposto a ver apenas isso. Ele sabe que ninguém é puramente bom ou puramente mal

8 – Conheça seu inimigoLutador amador de boxe, Mandela aprendeu com seu treinador, Skipper Molotsi, a importância de conhecer seu adversário e compreendeu que precisava fazer isso na arena política também. Quando estava na prisão, começou a estudar livros de gramática africâner e era caçoado pelos seus companheiros por aprender a língua do opressor, dos brancos. Stengel perguntou a Mandela que razões ele tinha para isso, e ele respondeu: “Bem, é óbvio, porque, como uma figura pública, vocês quer conhecer as duas línguas principais do país, e o africâner é uma língua importante, falada pela maioria da população branca do país e pela maioria das pessoas de cor, e é uma desvantagem não conhecê-la. Quando você fala africâner, entende, vai direto ao coração deles”. Para Mandela, conhecer o inimigo não era apenas uma tática, mas um ato de empatia.

E quando você conquista seu inimigo, ele disse, nunca se vanglorie disso. Não os humilhe sob nenhuma circunstância. Deixe-os, na verdade, salvar as aparências. E então você terá transformado seu inimigo em seu amigo

Texto Escrito Por:  Mariana Bomfim

 

HR Hunter, Consultoria de Recursos Humanos do Rio de Janeiro, tem como expertise: Recrutamento e Seleção, Treinamento Comportamental, Plano de Cargos e Salários, Pesquisa de Clima e Coaching.