Pesquisa de cultura e clima organizacional: uma ferramenta estratégica para as mudanças empresariais

    Para podermos mudar uma empresa, é preciso saber com o que estamos lidando.

    Quando conversamos com gerentes e diretores de empresas dos mais variados portes, percebemos o quanto é necessário estar alinhado ao mercado para entender a concorrência, suprir as reais demandas dos clientes, atender os desejos dos stakeholders externos, e mantermos-nos competitivos. Mas o grande erro é pensar que isto basta para manter a empresa competitiva no mercado. Precisamos olhar para dentro, ou seja, analisar racionalmente o capital humano de modo a reter talentos para a empresa, atrair talentos externos e manter um clima saudável de crescimento interno e externo.

A pesquisa de cultura e clima organizacional é uma ferramenta muito importante para isso, pois ela identifica alguns pontos de início à mudança e flexibilidade organizacional: primeiramente, ela evidencia a cultura da empresa, que muitas vezes é sub-entendida, e não explícita. Ela simplesmente acontece, é um fenômeno extremamente difícil de mudar e portanto é menos mutável. Quais os fatores que evidenciam a cultura organizacional? No caso da I4PRO, isto se deveu à uma grande quantidade de contratações nos últimos dois anos, mas isto pode ocorrer com fusões e aquisições, crises empresariais e mundiais, entre outros fenômenos de grande impacto. É fácil pensar o por que disto: se algo acontece de brusco na vida de alguém, ela vai ter de mostrar seus valores, seus desejos sobre futuro, seu passado e sua estrutura para lidar com este fato brusco. Pensando que empresas também podem ser comparadas a organismos vivos, elas também tem valores, missão, visão, estrutura organizacional, estratégias e planejamentos, que podem ser facilmente evidenciados neste tipo de pesquisa.

O Clima organizacional tem base na cultura, mas não é fixo, como os valores morais que alguém pode ter; poderíamos comparar o clima com saúde organizacional, ou seja, se o clima vai bem, é bem possível que ela esteja flexível a mudanças, a taxa de turn-over é baixa, os colaboradores tem orgulho de trabalhar lá. Se o clima vai mal, as relações são baseadas em interesses egoístas, existe um turn-over alto, e você vê claramente que a taxa de absenteísmo e doenças geradas no trabalho são altíssimos. Normalmente, é neste momento que gestores pedem socorro dos Psicólogos Organizacionais e Administradores para realizar pesquisas como esta, que vão dar resultados tardios e a solução vai vir muito depois do “defunto enterrado”.

Desta forma, a pesquisa de clima deve ser realizada periodicamente, para que seja sempre feito um check up na saúde do nosso organismo vivo, mutante, e maravilhosamente instável. É desta forma que uma empresa pode planejar mudanças e metas empresariais mais focadas em um diagnóstico racional e lógico, e não apenas de acordo com as sensações sobre a empresa segundo o mercado onde ela atua.

Texto escrito por: Mariana Ghetler

 

 

HR Hunter, Consultoria de Recursos Humanos do Rio de Janeiro, tem como expertise: Recrutamento e Seleção, Treinamento Comportamental, Plano de Cargos e Salários, Pesquisa de Clima e Coaching.