Pretensão Salarial ; veja as verdades e mentiras

                 Segundo Andreza Santana, gerente de marketing sênior do Monster Brasil, os brasileiros ainda não estão acostumados a falar sobre salários e algumas companhias também não colocam essa informação na descrição da vaga. “As pessoas evitam tocar neste assunto. Em outros países, como nos Estados Unidos, comentar sobre o salário é supercomum. As empresas que vêm quebrando esse paradigma e divulgam o valor economizam tempo e conseguem atrair candidatos com o perfil procurado”.

Pretensão serve como filtro
                   Pedir a pretensão salarial é uma forma que as empresas utilizam para filtrar quais profissionais serão chamados para a entrevista. “Essa prática é praxe em 100% das empresas. E depois disso existe uma avaliação para ver quem pode trazer o melhor resultado por menos. Mas, quando o profissional se adequa ao perfil e pede um salário maior do que ela pode pagar, as companhias podem oferecer outros benefícios como plano de carreira”, comenta Picino.

O salário deve refletir a trajetória, a experiência e as competências do profissional. Por isso, mandar uma pretensão salarial baixa não é garantia para conseguir a vaga. “Não adianta colocar um valor menor e depois tentar aumentar durante a entrevista. Quando a pretensão é colocada no currículo, de forma escrita, é mais difícil negociar depois”, ressalta Picino.

Por outro lado, colocar um salário um pouco acima do praticado pelo mercado também não é sinônimo de exclusão do processo seletivo. Segundo os especialistas, profissionais com mais tempo de experiência, sólida formação acadêmica e que tenham obtido resultados relevantes na carreira podem justificar o salário requisitado.

“O profissional deve mostrar porque sua pretensão salarial é aquela e a melhor forma de fazer isso é apresentar resultados. O salário é como se fosse um endosso da experiência e da trajetória daquela pessoa”, explica Andreza.

‘A combinar não é legal’
Para facilitar a seleção e atrair apenas candidatos que tenham o perfil da empresa, Cristiane Ribeiro Alves, analista de recrutamento e seleção da Amor aos Pedaços, pede para os candidatos enviarem os currículos com o último salário e a pretensão salarial. “Essa prática ajuda muito no processo seletivo, porque todos os profissionais têm um mínimo aceitável para trabalhar em qualquer função. A famosa frase ‘a combinar’ não é legal.”

Segundo Cristiane, a empresa já possui uma faixa salarial para cada cargo e mesmo que o valor oferecido seja maior do que a pretensão do candidato, o salário que passa a valer é o oferecido pela companhia. E quem pede um pouco acima do que é praticado pelo mercado tem que mostrar quais são os seus diferenciais.

Além de facilitar o processo de seleção, a pretensão salarial ajuda a empresa a contratar profissionais com o perfil desejado e evita que muitos deixem o trabalho porque estão insatisfeitos com o salário. “Não queremos contratar uma pessoa que fique aqui apenas por três meses, porque na primeira proposta que o funcionário receber ele acaba indo embora e nós temos que fazer todo o processo novamente”, relata a analista de recrutamento.

Primeiro contato
Para quem está procurando emprego e começou a enviar currículos não é preciso mandar a pretensão salarial. “O candidato não precisa falar sobre salário enquanto não for questionado”, lembra Andreza.

No primeiro contato, os especialistas aconselham os candidatos a não colocar nenhum dado sobre salário para não restringir as possibilidades de concorrer às vagas.

“Inicialmente, o profissional deve se preocupar em atender à expectativa da empresa. A questão salarial deve ser tratada em um segundo momento”, indica Porto d’Ave.

Quando a pretensão for perguntada, por e-mail ou durante uma entrevista, o candidato pode falar quanto desejar ganhar, baseado em sua trajetória e resultados. “Eles não devem se expor demais nessa fase tão preliminar. Quando o recrutador entrar nessa discussão, ele pode dizer o valor ou afirmar que aceita negociar”, destaca Picino.

Segundo Andreza, os profissionais devem aproveitar o momento para buscar boas oportunidades. “Pela primeira vez no Brasil os candidatos estão no controle por conta dessa guerra de talentos por causa da baixa qualificação e da alta demanda de contratação das empresas. É hora de negociar, mas é preciso provar suas qualificações e não querer tirar vantagem da empresa.”

 Fonte: Site G1

HR Hunter, Consultoria de Recursos Humanos do Rio de Janeiro, tem como expertise: Recrutamento e Seleção, Treinamento Comportamental, Plano de Cargos e Salários, Pesquisa de Clima e Coaching.